A história de Monserrate remonta a 1540, quando Frei Gaspar Preto mandou construir no local uma capela dedicada a Nossa Senhora de Monserrate. A propriedade esteve ligada ao Hospital de Todos os Santos de Lisboa até passar para a família Mello e Castro, que a adquiriu definitivamente em 1718. O terremoto de 1755 deixou a quinta em ruínas.
Em 1789, Monserrate foi arrendado ao comerciante inglês Gerard de Visme, que ali construiu um palacete de inspiração neogótica. A partir de 1794, William Beckford assumiu o arrendamento e promoveu intervenções no edifício e nos jardins. Anos mais tarde, em 1809, Lord Byron visitou a propriedade e evocou a sua beleza em Childe Harold’s Pilgrimage.
O grande renascimento de Monserrate aconteceu no século XIX, com Francis Cook. Arrendatário desde 1856 e proprietário definitivo a partir de 1863, Cook promoveu a reconstrução do palácio e a criação dos jardins que hoje conhecemos. O novo palácio, projetado pelos arquitetos Thomas James Knowles e James Knowles Jr., combina influências góticas, indianas e neo-mouriscas.
Com o contributo de William Stockdale, William Neville e James Burt, o parque transformou-se num extraordinário jardim botânico, reunindo espécies de diferentes regiões do mundo e servindo de residência de verão à família Cook.
Em 1949, o Estado Português adquiriu a propriedade, garantindo a sua preservação. Mais tarde, em 1996, o Palácio de Monserrate surgiu como cenário na minissérie As Viagens de Gulliver.



